Dentre as técnicas da medicina intervencionista da dor, a radiofrequência tem sido cada vez mais utilizada. É uma técnica minimamente invasiva e usada há mais de 25 anos no tratamento de diferentes dores, como a dor lombar crônica, neuralgia trigeminal e outras.

Trata-se de uma corrente elétrica alternada com frequência oscilatória de 500 hz vinda de um aparelho chamado gerador de radiofrequência. Essa corrente flui através de um eletrodo que é inserido através da pele do paciente utilizando uma agulha. A onda de radiofrequência provoca calor ao redor do eletrodo que, por sua vez, causa lesão do tecido nervoso. Em outras palavras, a corrente elétrica queima o nervo no local em que ele está em contato com o eletrodo e, assim, o impulso com informação de dor não chega até o cérebro, provocando sensação de alívio dos sintomas.

A técnica foi usada pela primeira vez em 1975, com Shealy, e desde então os avanços trouxeram cada vez melhores resultados, sendo que os anos 1980 foram um marco quando eletrodos de diâmetro bem pequeno passam a ser usados no tratamento da dor espinhal.

Existem 3 tipos de radiofrequência:

  • Radiofrequência convencional: quando as ondas são emitidas de forma contínua;

  • Radiofrequência pulsátil: quando as ondas são emitidas em pulsos com intervalos definidos;

  • Radiofrequência resfriada: que conta com gotejamento de soro com íons, ampliando o volume de calor.

 

O tratamento com radiofrequência vem se ampliando, sendo muito utilizado nos últimos anos. Na maioria das vezes, é realizado de forma minimamente invasiva, com locais bem seletivos. Geralmente o procedimento é feito em regime ambulatorial e apresenta incidência muito baixa de complicações e efeitos adversos , se realizado por profissionais capacitados e devidamente treinados.

Sua indicação justifica-se em pacientes que não respondem bem ao tratamento conservador e como uma alternativa a outros mais invasivos e com custos mais altos. Na minha visão, é mais uma alternativa segura que podemos lançar mão para trazer alívio dos sintomas e devolver a qualidade de vida nos casos indicados.
Seu mecanismo de ação ainda não foi totalmente elucidado. A radiofrequência pulsátil é, em particular, uma técnica minimamente invasiva que causa neuromodulação, e poderá ser uma alternativa à forma convencional de tratamento para a dor por radiofrequência.

 


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